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"Não tenha pressa. Mas não perca tempo". (José Saramago)

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quarta-feira, 5 de abril de 2017









Você se lembra dos desenhos que assistia na infância? O jovem Owen Suskind é apaixonado pelos filmes da Disney; sabe todos os diálogos entre os personagens e foi por meio deles que aprendeu a se comunicar. Owen é autista e sua história é contada no documentário “Life, animated” (Vida Animada).
Owen era uma criança brincalhona, até que, aos três anos, começou a regredir e se afastar do convívio familiar. Depois de anos sem se comunicar, o menino reproduziu a fala de um dos personagens do filme “A Pequena Sereia”. A partir de então, os pais começaram a usar as animações para conversar com o filho.

Agora, Owen é um adulto e não enfrenta problemas para se expressar. Seus desafios são outros: concluir os estudos, morar sozinho e trabalhar.

Para fazer o documentário, o diretor Roger Ross Williams acompanhou Owen e sua família por mais ou menos um ano, e você pode ver o resultado das filmagens na Netflix.

quarta-feira, 29 de março de 2017









Você viu na Internet que a Biblioteca do TRT-2 disponibilizou mais de duas mil obras jurídicas para doação a instituições públicas e privadas? São livros de direito do trabalho e também de outras áreas, como penal, civil e internacional. Nós, TRTeiros, não podemos levar esses exemplares para morar na nossa coleção, mas temos a Biblioteca inteira, com mais de 140 mil registros bibliográficos, à nossa disposição.
Essa semana, quem faz parte do acervo da Biblioteca e dá o ar da graça na dica do “Bom Dia TRT” é o detetive mais famoso da literatura, Sherlock Holmes. Em “O cão dos Baskervilles”, de Arthur Conan Doyle, ele e seu assistente, dr. Watson, investigam um mistério que ronda a família Baskerville.

Desde que o cão lendário matou o primogênito do clã, os Baskerville nunca mais tiveram paz. Depois da morte enigmática de seu pai, Henry começa a receber cartas ameaçadoras. Para impedir que ele seja a próxima vítima, contrata os serviços de Sherlock. Cabe ao detetive descobrir quem é o mandante desses crimes e o motivo que o leva a perseguir essa família há anos.

quarta-feira, 22 de março de 2017









Há algumas décadas, imaginar um mundo sem água era um pesadelo bem distante. Mas, aqui em São Paulo, em 2014, tivemos a experiência de abrir a torneira e não sair nem uma gotinha. Por isso, no Dia Mundial da Água, precisamos repensar o uso desse recurso natural tão importante, antes que seja tarde demais, como em “Waterworld, o segredo das águas”.
No filme, a Terra se transformou em um oceano após o derretimento das geleiras. O ator Kevin Costner é o protagonista e interpreta Mariner, um ser anfíbio, com capacidade de respirar embaixo d’água, que tem o sonho de encontrar a Terra Seca, única porção de solo seco no planeta.

Tirando os seres fantásticos, “Waterworld” tem chances de se tornar real. O efeito estufa provoca o aumento da temperatura terrestre, o que causa o derretimento das calotas polares. As consequências seriam as mesmas do filme, inclusive a falta de água potável.

quarta-feira, 15 de março de 2017









Sabe aquele tédio que bate no domingo à tarde? O dia está acabando, não dá mais tempo de aproveitar as dicas da coluna “Diversão e Arte” e está cedo demais para sofrer pela segunda-feira. Então, uma boa opção para passar o tempo é entrar no túnel do tempo e voltar para os anos 80. Como? Assistindo a um clássico dessa década, “Clube dos Cinco”.

Para iniciar essa viagem, dê o play no vídeo no final da coluna e ouça “Don’t you forget about me”, trilha sonora do filme.
O diretor John Hughes foi o responsável por contar a história de cinco adolescentes que aprontaram na escola e como punição, passaram um sábado trancados na biblioteca. O castigo incluiu ainda escrever uma redação com mil palavras sobre eles mesmos. Aos poucos, os jovens se conheceram melhor e descobriram que os estereótipos de popular, patricinha, esquisita, nerd e rebelde não condiziam com quem eles são de verdade.

Além da história, o filme, com o passar do tempo, ganhou outra forma de diversão: comentar sobre as roupas, penteados, músicas da época e se perguntar “por onde anda” o elenco. 

Como encontrar um vídeo cassete e uma fita VHS é uma tarefa difícil, dá para assistir ao “Clube dos Cinco” na Netflix.


quarta-feira, 8 de março de 2017









O Bom Dia TRT adora datas comemorativas, e o Dia Internacional da Mulher não pode passar em branco. Por isso, a coluna de hoje traz dicas de livros escritos por mulheres. 
Em 2015, a jornalista bielorrussa Svetlana Aleksiévitch ganhou o Prêmio Nobel de Literatura. Um de seus livros mais elogiados pela crítica é Vozes de Tchernóbil: A história oral do desastre nuclear. A história da explosão da usina nuclear de Tchernóbil, que aconteceu em 1986, é contada sob o ponto de vista de sobreviventes. Por 20 anos, Svetlana entrevistou pessoas que tiveram suas vidas mudadas pelas partículas radioativas dispersadas pelo reator. Elas contam como foi recomeçar a vida numa cidade devastada por um inimigo que não se vê: a radiação.

Já a advogada Ruth Manus ainda não levou um Nobel para casa, mas já ganhou muitos leitores e curtidas nas redes sociais. Motivada pela boa repercussão da sua coluna no jornal O Estado de S. Paulo, Ruth escreveu um livro de crônicas inéditas. Em Pega lá uma chave de fenda - e outras divagações sobre o amor, a autora mostra, de forma leve e bem-humorada, que o amor pode estar nas pequenas coisas, como no carrinho de supermercado e numa chave de fenda.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017









Você já ouviu falar dos youtubers? São as pessoas que têm um canal no YouTube, a plataforma de vídeos mais utilizada no mundo. Tem gente que fala de humor, moda, culinária, direitos trabalhistas (atenção para a propaganda do TRT-2: www.youtube.com/trtsp2) e de literatura, como a nossa colega Virginia de Castro Silva, da Central de Mandados de Cubatão.
A Virginia criou o “Livros da Tuca” para compartilhar dicas de leitura e resenhas de livros. Apaixonada por literatura desde criança, ela começou a acompanhar vários canais que falam sobre esse tema e foi daí que veio a ideia de gravar seus próprios vídeos.

O canal está no ar há um pouquinho mais de uma semana, mas já tem várias sugestões de livros. Todo dia tem um vídeo novo, às vezes dois, e vem mais por aí, porque nossa TRTeira youtuber está empolgada! 

Para não perder as novidades, inscreva-se no “Livros da Tuca”, deixe sua opinião nos comentários e curta os vídeos.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017









A dica de hoje é um combo: livro e filme. O autor Augusto Cury é figurinha carimbada nas livrarias, suas histórias de autoajuda vendem milhares de exemplares. Entre os seus livros mais conhecidos, está “O Vendedor de Sonhos”, que, depois de ser traduzido para mais de 60 idiomas, foi adaptado para o cinema.
Tanto no papel, quanto na versão cinematográfica (2016), o enredo é o mesmo. Julio Cesar (Dan Stulbach) é um psicólogo renomado que, na tentativa de ajudar seus pacientes a lidar com as pressões do cotidiano, perdeu-se nos seus próprios dilemas. Desiludido com a vida, pensa que não há mais o que fazer. Quem o convence a reescrever a sua história é a pessoa mais improvável: um mendigo, conhecido como Mestre (César Troncoso).

Mestre se apresenta como um vendedor de sonhos e oferece para Julio Cesar o “produto” que mais se encaixava no seu perfil: o sonho de recomeçar. O psicólogo compra a ideia e muda sua maneira de pensar, com o propósito de reparar o presente e projetar o futuro.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017









Qual era a trilha sonora da sua infância? O que tocava nas baladinhas da sua adolescência? E agora, que sucesso não sai da sua cabeça? A música consegue contar a história da nossa vida e a do país também. Esse é o lema do livro “101 Canções que Tocaram o Brasil”, do jornalista e compositor Nelson Motta.
A obra conta os bastidores e curiosidades de 101 músicas que tocaram no rádio, na televisão e no coração das pessoas. 

A lista começa em 1899 com “Ó Abre Alas”, de Chiquinha Gonzaga, e vai até “À Procura da Batida Perfeita”, de Marcelo D2, lançada em 2003. No meio dessa linha do tempo, estão sucessos de Noel Rosa, Ary Barroso, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Lulu Santos, Titãs, Rita Lee, Luiz Gonzaga e outros nomes do cenário musical.

Como escolher 101 músicas é uma missão difícil, o posfácio faz as vezes de “Bônus Track” e traz outros 100 sucessos que não podem passar em branco.

O livro tem 224 páginas e está disponível em versão física e digital (mais econômica!). 

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017









Para o lançamento de “Desventuras em série”, a Netflix investiu na ideia de que é melhor não assistir a essa série, porque ela pode acabar com a alegria do seu dia. É claro que isso só aumentou a curiosidade do público, tanto que a primeira temporada foi lançada no dia 13 de janeiro e desde então, está na lista das mais assistidas.

Violet, Klaus e Sunny Baudelaire perderam os pais em um misterioso incêndio. Por serem crianças, foram encaminhados para vários tutores, entre eles, o vilão Conde Olaf. Interpretado por Neil Patrick Harris (Barney Stinson, de How I Met Your Mother), Conde Olaf é um ator decadente que quer colocar as mãos na herança milionária dos órfãos.  
“Desventuras em série” é baseada em uma coleção de livros de mesmo nome escrita por Daniel Handler. O autor participou da adaptação da história para a produção da Netflix, assim, a saga dos irmãos Baudelaire foi contada com maior fidelidade à narrativa original, combinando suspense e humor. 

A primeira temporada tem oito episódios e a segunda já está em desenvolvimento. Os produtores prometem dez novos episódios ainda sem data de estreia.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017









Você faz parte do time que gosta de comentar sobre os últimos livros que leu? Os jornalistas portugueses Inês Bernardo e José Mário Silva estão nesse grupo. O gosto por compartilhar experiências de leitura motivou-os a criar o “Biblioteca de Bolso”, o resultado da união de duas das suas paixões: a literatura e o podcast. 
Toda semana, um convidado é chamado por Inês e José para falar sobre os seus três livros preferidos. É como uma conversa de amigos sobre as histórias, os personagens e os motivos que tornam essas obras especiais. A diferença é que o bate-papo é gravado e disponibilizado na internet para que pessoas do mundo todo possam ouvir.

Para ouvir o podcast “Biblioteca de Bolso”, é só acessar o SoundCloud (www.soundcloud.com/biblioteca-de-bolso) ou o iTunes.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017


Quais são os seus projetos para 2017? Em 2010, a advogada e jornalista Gretchen Rubin decidiu que queria ser feliz. Aparentemente, ela tinha tudo que precisava para se sentir completa, mas, em um dia chuvoso, dentro do ônibus, percebeu que sua vida estava longe do quanto poderia ser prazerosa.

Porém, como alcançar a felicidade?


Para encontrar essa resposta, a autora começou a estudar sobre o tema e a experimentar como a teoria se aplicava à sua vida. O resultado dessa experiência virou um livro, chamado “Projeto Felicidade”.

São doze capítulos, um para cada mês do ano, dedicados a um dos “passos para ser feliz”. Janeiro, por exemplo, estimula a ação, sair do marasmo para mudar.  

Ao contrário dos outros best sellers, Gretchen afirma que a felicidade não depende de mudanças bruscas e, sim, de aprender a observar o que está ao seu redor e encontrar o valor das coisas simples.

Por isso, o subtítulo do livro é “Ou, como passei um ano tentando cantar de manhã, organizar meus armários, ter discussões mais amenas com meu marido, ler Aristóteles e me divertir mais”.

“Projeto Felicidade” está disponível na Biblioteca do TRT, que fica no 10º andar, bloco B, do Fórum Ruy Barbosa. Passe por lá e comece sua lista de leituras deste ano. Quem sabe as suas histórias não virem um livro...


quarta-feira, 7 de dezembro de 2016









Quem circula pela Unidade Administrativa I (Ed. Millenium) e arredores já deve ter cruzado com o Basher, o cão-guia da Daniela Kovács, nossa colega da Seção de Acessibilidade. Agora, além de simpático, charmoso e esperto, o Basher é protagonista de um livro: “Cão Guia: Anjo de Patas”, escrito pela dona dele.

Os cães-guia são grandes aliados das pessoas com deficiência visual, pois permitem que elas caminhem com autonomia e segurança; com a Dani não foi diferente. No livro, ela conta como chegou até o Basher e o quanto esse amigo a ajuda a conquistar a liberdade e ensina o amor incondicional todos os dias. A perda da visão, a vaidade mesmo sem enxergar o espelho e o trabalho de inclusão social completam as páginas dessa história.

O livro está à venda no site Clube de Autores, em versão impressa e e-book. Para comprar, é só acessar clicar aqui.

A Dani e o Basher têm uma proposta para você: “Feche os olhos e imagine não se ver. Será que o externo não perderia a importância para você? Vamos descobrir juntos?”

quarta-feira, 30 de novembro de 2016









Desde 2008, no dia 30 de novembro, é comemorado o Dia da Amizade Brasil-Argentina. É que neste dia foi assinada a Declaração de Iguaçu, documento que originou anos depois o Mercosul, o nosso bloco econômico.

Então, hoje é dia de saudar nossos "hermanos", agradecê-los pelo alfajor e o doce de leite, e homenageá-los aqui no Bom Dia. O filme Um Conto Chinês é uma produção argentina dirigida por Sebastián Borensztein, ganhadora do Oscar, e protagonizada por Ricardo Darín, estrela do cinema. 
Roberto (Ricardo Darín) é um homem mal-humorado e extremamente grosso com os poucos clientes que aparecem em sua loja de ferragens. Ele passa o dia todo contando parafusos e reclamando da vida. Seu passatempo é colecionar notícias bizarras do jornal, como a de uma vaca que caiu do céu e matou uma mulher.

Os dias monótonos de Roberto mudam completamente quando ele conhece Jun (Ignacio Huang), um chinês à procura de seu tio na Argentina. Ao chegar a Buenos Aires, Jun é assaltado, e Roberto o socorre, levando-o para sua casa. 

O problema é que Roberto não fala uma palavra em chinês, e Jun não sabe nada de espanhol. Os dois descobrem que a comunicação sem a fala é difícil, mas não impossível. Por meio de muita mímica, o argentino carrancudo descobre que o chinês era o namorado da moça morta pela vaca e decide ajudá-lo a encontrar sua família.

quarta-feira, 23 de novembro de 2016









A Netflix tem investido pesado em produções próprias, a mais recente é “The Crown”, que estreou no último dia 04. A série é sobre a rainha Elizabeth II, a dona da coroa inglesa há 63 anos. São previstas seis temporadas, cada uma mostrando uma década de seu governo.
Claire Foy interpreta a então princesa Elizabeth. Em dez episódios são mostrados seus primeiros passos na vida política, passando por momentos marcantes da vida pessoal, como o casamento com Philip Mountbatten (Matt Smith), o nascimento dos filhos Charles e Anne e a morte de seu pai, o Rei George VI (Jared Harris). 

Elizabeth assumiu o trono aos 25 anos e as cenas da cerimônia de coroação são um dos pontos altos dessa temporada. As fofocas e intrigas nas esferas do poder não passam despercebidas, assim como a desconfiança em ter o Reino Unido comandado por uma jovem rainha.  

“The Crown” é a produção mais cara da Netflix, foram investidos cerca de 100 milhões de dólares somente nessa primeira fase. Por enquanto, não há previsão para o lançamento das próximas temporadas.

quarta-feira, 16 de novembro de 2016









Rodrigo S. M. é um escritor que usa muito o discurso metalinguístico, descreve bastante sobre o processo criativo da escrita. Ele faz isso enquanto conta a história da personagem Macabéa. Numa rápida busca pela internet você verá algo peculiar sobre Rodrigo, o fato de seu nome está associado a apenas um livro. E o mais curioso: a obra não foi escrita por ele.

É que na verdade ele é uma criação da escritora Clarice Lispector. O escritor fictício é o narrador do romance A hora da estrela, cuja protagonista é Macabéa, uma alagoana com história de vida sofrida que vai morar no Rio de Janeiro para tentar melhorar suas condições.
Como disse a própria autora, é "a estória de uma moça, tão pobre que só comia cachorro quente. Mas a estória não é isso, é sobre uma inocência pisada, de uma miséria anônima." A inspiração veio também um pouco da história da própria Clarice, pois apesar de ter nascido na Ucrânia, veio muito pequena para o Recife, que considera sua cidade, e mais tarde foi para o Rio de Janeiro.

A hora da estrela tem um final surpreendente, que explica o título do livro e leva a reflexão sobre a nossa percepção para com o próximo.

Esta é mais uma obra que faz parte do acervo da Biblioteca Dr. Nebrídio Negreiros, no Fórum Ruy Barbosa. Lembre-se: para quem não é lotado no prédio nem no Millenium, é possível fazer solicitação do livro pelo malote. Acesse http://www.trtsp.jus.br/institucional/biblioteca e saiba mais.

quarta-feira, 9 de novembro de 2016









O Bom Dia de hoje tem a participação da desembargadora Cíntia Táffari. Ela indica o livro “Muito longe de casa: memórias de um menino-soldado”, que narra, sob o ponto de vista infantil, como é a experiência da guerra.  

São 224 páginas escritas por Ishmael Beah, que foi uma das mais de 300 mil crianças atuantes nos campos de batalha durante cinquenta conflitos ocorridos nos últimos anos. Beah fez um registro do momento em que sua infância se cruzou com as armas do exército e como essa aproximação mudou sua vida. 

Além da dica, a magistrada escreveu um comentário sobre a obra. Confira abaixo e veja se “Muito longe de casa” entrará na sua lista de próximas leituras:  

“HORROR. ESPERANÇA. Emoções contraditórias. Difícil será escolher qual prevaleceu ao fecharmos o livro. Através de ambas, captamos a juventude do escritor, milagrosamente preservada apesar do amadurecimento prematuro. Pela frente, vislumbramos o imenso trabalho institucional de resgate das novas gerações das garras da violência insana em países distantes - e não tão distantes, em diversos continentes. No caso, África, Serra Leoa. 

Poderia ser Oriente Médio, Europa Oriental. Quão longe do Rio de Janeiro de nossos dias? Ou de nossa Grande São Paulo? Informações que relutamos em absorver.  

Magistrados e Servidores, dedicamo-nos em nossas diversas áreas de atuação, a proteger essas gerações do trabalho escravo. Da escravização ao tráfico. Dos pseudo-estágios. Da exploração produtiva. Da violência urbana e rural. Da leitura, somos então lembrados da militarização compulsória, doentia. Da brutalidade, da devastação. 

Muitas imagens recentes em noticiários internacionais nos confrontam com crianças armadas em ancestrais guerras étnicas, pois já não podem ser chamadas de civis ou militares, menos ainda religiosas. Críticos remetem à Cidade de Deus, a outras histórias de guerras, de brutalidade, de desumanização. Pouco mais de uma década nos separa do início dos conflitos retratados por alguém que foi vítima e algoz, mas conseguiu escapar e relatar.

E ao falar do sobreviver e do perder, o autor é que nos remete à uma re-humanização, ao resgate da alegria de viver e de lembrar, de ouvir e contar histórias. 

Iniciei pelo subtítulo, que já é um chamado à leitura. Sugiro agora a leitura das orelhas do livro, com apresentação da obra e do autor, que já inquietam e tornam difícil deixá-lo de lado. Ao final, sei que nos irmanaremos nas emoções, nos ideais revigorados. Talvez, também nas lágrimas.”

quarta-feira, 26 de outubro de 2016


Outubro é um mês cheio de comemorações. No calendário, estão marcados o Dia das Crianças, o Dia do Servidor Público, as atividades do Outubro Rosa e o Halloween. Mas, para a coluna “Livros e Cia”, a Semana Nacional do Livro e da Biblioteca e o Dia Nacional da Poesia são as datas mais legais.
 
Estabelecida pelo Decreto nº 84.631, de 12 de abril de 1980, a Semana Nacional do Livro e da Biblioteca tem o objetivo de estimular a construção de saberes e a diversão por meio da leitura. Ela acontece de 23 a 29 de outubro, portanto estamos no quarto dia de festa. Para completar, no dia 31, até as bruxas darão uma pausa nos seus feitiços, para celebrar a poesia!

E você? Como vai aproveitar essas datas comemorativas? Pedimos uma ajudinha para quem entende do assunto, os nossos colegas da Biblioteca. Eles fizeram duas listas de livros temáticos: terror e poesia. Para os corajosos, tem, por exemplo, Stephen King e Robert Louis Stevenson. Os fãs do versos e rimas poderão escolher obras de Castro Alves, Cora Coralina, Fernando Pessoa, entre outros.

A consulta dos títulos disponíveis para empréstimo pode ser feita pelo site da Biblioteca. Acesse a intranet – Por dentro do TRT – Biblioteca – Consulta ao Acervo. Em Pesquisa Rápida, no campo coleção especial, selecione Coleção de Literatura e, em seguida, digite em Busca Livre o tema que você quer, terror ou poesia.

O acervo de literatura da Biblioteca Dr. Nebrídio Negreiros tem exemplares de outros temas também. Agora que você já sabe como pesquisar, é só escolher sua próxima leitura e ir ao 10º andar, bloco B do Fórum Ruy Barbosa, para retirar o livro. 

quarta-feira, 19 de outubro de 2016









Responda rápido: Capitu traiu Bentinho? Desde 1899, Machado de Assis deixa seus leitores com a pulga atrás da orelha, porque há argumentos para quem defende e para quem questiona a fidelidade da protagonista “oblíqua e dissimulada”. Tanto mistério e uma narrativa que ata as duas pontas da vida de um homem “maria vai com as outras” fazem de “Dom Casmurro” um clássico da literatura nacional.

Bentinho já nasceu com o destino definido por sua mãe, Dona Glória. Fruto de uma promessa, ele foi enviado para o seminário. Contudo, o menino não tinha a menor vocação para o sacerdócio, sua vontade era ficar com Capitu, sua vizinha e paixão de infância. 
Capitu era esperta e conseguiu convencer D. Glória a tirar Bentinho do seminário. Longe da batina, Bento Santiago casou-se com seu amor platônico, e seu melhor amigo, Ezequiel de Souza Escobar, uniu-se à melhor amiga de Capitu, Sancha. Perfeito, quase um conto de fadas! 

Até que Escobar morre e no velório, Bentinho percebe que Capitu estava emocionada demais, além do normal para a situação, e que seu filho, batizado como Ezequiel em homenagem ao amigo, era a cara do falecido. Aí virou quase um teste de DNA do “Programa do Ratinho”, só que com um pouco mais de classe, porque tudo se resolveu na Europa.

Por muitos anos, “Dom Casmurro” foi tema dos vestibulares, por isso, você já deve ter lido. Mas, depois de tanto tempo, será que seu entendimento sobre a história ainda é o mesmo? Faça a experiência.

Um clássico desses é presença certa na Biblioteca Dr. Nebrídio Negreiros, que fica no 10º andar do Fórum Ruy Barbosa. E se você não é lotado naquele prédio nem no Ed. Millenium, é possível solicitar a entrega do livro via malote na sua unidade. Acesse, no portal do Tribunal, a aba Institucional / Biblioteca (ou clique aqui) e saiba como.

Como curiosidade, a biblioteca tem ainda um artigo que pode ajudar a elucidar a nebulosa traição/fidelidade de Capitu. Há um artigo intitulado “A capitu de Dom Casmurro: vítima ou ré de um libelo?”, publicado em uma edição da Revista da Faculdade Mineira de Direito de 2007.

É bom lembrar ainda que o livro é bem fácil de encontrar, quem sabe não tem um exemplar na estante da Roda dos Livros da sua unidade...

quarta-feira, 5 de outubro de 2016









A coluna de hoje está filosófica e começa com uma pergunta: por que você faz o que faz? O passo a passo para encontrar a resposta está no livro “Por que fazemos o que fazemos? Aflições vitais sobre trabalho, carreira e realização”, do filósofo Mario Sergio Cortella. 
São 176 páginas sobre a rotina da vida moderna, motivação e busca pelo reconhecimento. Segundo o autor, vivemos em um mundo com tantas possibilidades que acabamos nos distraindo. Como consequência, acostumamo-nos a viver sem notar nossas motivações e objetivos. 

Na carreira, queremos ser bem sucedidos trabalhando somente com o que gostamos, contudo o sucesso envolve também situações desagradáveis e frustrações. O desafio é não se deixar abater e se concentrar no seu propósito: “Paciência na turbulência, sabedoria na travessia”.

quarta-feira, 28 de setembro de 2016









Esqueça os personagens épicos e famosos. Segundo o cineasta Eduardo Coutinho, as melhores histórias são as contadas por pessoas comuns. Para chegar até esses relatos, por que não adentrar o lugar em que os autores do cotidiano vivem? Foi assim que o documentário “Edifício Master” foi produzido.
Eduardo Coutinho e sua equipe alugaram um apartamento no Edifício Master, no bairro de Copacabana - RJ, e saíram de porta em porta para encontrar “causos”, dramas e sonhos que pudessem virar filme. Dos mais de 500 moradores, trinta e sete deram seus relatos, representando a vida nas grandes cidades.

O prédio poderia ser uma comunidade de 12 andares com 23 apartamentos cada, mas não é. Apesar de todas essas pessoas morarem no mesmo lugar, elas não se conhecem. Cada um se fecha em seu apartamento e faz dele o seu mundo, sem desviar o olhar para o vizinho.

“Edifício Master” foi lançado em 2002 e escolhido pela Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine) como um dos melhores filmes nacionais. Para quem gosta de assistir online, no YouTube tem o documentário completo.